sábado, 12 de dezembro de 2009

(Antigo) Trabalho Remoto

Em 8 de dezembro (no dia do caos no trânsito em São Paulo por causa do chuva) vi uma matéria que veio ao encontro de um tema que sempre tive vontade de escrever (mesmo antes de iniciar esses blog): Trabalho Remoto (ou teletrabalho - este termo parece meio defasado - ou home office)
Os ótimos resultado que tenho obtido com a faculdade, os cursos a distância (ambos FGV Online) e quando trago algum trabalho para fazer em casa, fazem de mim um entusiasta frustrado por não poder aderir, mas com a esperança de em 2 ou no máximo 5 anos poder ver o trabalho remoto como mais uma data marco na tecnologia (os principais acontecimentos no tempo em: http://tribunaemfoco.wordpress.com/2007/06/26/tecnologia-da-informacao-e-sua-importancia-no-mundo-globalizado/).
A matéria que me refiro esta em http://computerworld.uol.com.br/tecnologia/2009/12/08/empresas-ainda-relutam-aos-beneficios-do-trabalho-remoto/ e apesar de superficial vale a pena ser lida, os pontos positivos são as ligações com outras matérias relacionadas no decorrer do texto e o viés da defasagem da CLT frente a evolução do mercado. 
Outro texto interessante (apesar de um pouco antigo) que ressalta os benefícios demonstrando cases das empresas:  Polycom, Linksys (Cisco) e Symantec é http://www.timaster.com.br/revista/materias%5Cmain_materia.asp?codigo=1207. O ganho de produtividade é nitidamente percebido e a separação em diferentes formatos esclarece que o trabalho remoto não precisa e nem deve ser para todas as funções e posições.
O ganho de produtividade por esta maneira diferente de trabalhar já seria um argumento bem interessante para as empresas, afinal como define Michael Porter, em um dos seus seis resumidos princípios fundamentais para uma empresa estabelecer e manter um posicionamento estratégico diferenciado: 3) A estratégia precisa produzir efeitos em uma cadeia de valor diferenciada. Para estabelecer uma vantagem competitiva sustentada, uma empresa deve desempenhar atividades diferentes das dos rivais ou desempenhar atividades semelhantes, mas de maneira diferente.

A economia de custos para as empresas em infraestrutura, transferindo para o funcionário a gestão de sua infra própria também é um argumento válido. 
Como experiência pessoal não entendo o motivo pelo qual a empresa em que eu trabalho mantém um Help-Desk, eu mesmo poderia resolver a grande maioria dos problemas  se tivesse  permissão para tal. O argumento da segurança é cada vez mais questionável e as restrições impostas criam problemas práticos que atrapalham no dia-a-dia e certamente não mitigam os riscos de fraudes pelos funcionários. 
Não vejo desvantagens para os funcionários pois os elegíveis à este modelo geralmente já tem (em casa) uma estrutura própria, apropriada (desktop/notebook, rede domestica e banda larga) e as vezes até melhor que aquela oferecida pela empresa.
A evolução do Computação nas Nuvens seja por efeito ou consequência parece que esta contribuindo com o trabalho remoto, algumas das vantagens anunciadas pelo Google sobre o Docs são: a possibilidade de acessar, editar (os documentos) de qualquer lugar e o compartilhamento de alterações em tempo real.
Dado o cenário apresentado acima, acredito que quando a geração Y substituir a geração X na liderança das empresas, um novo formato de trabalho será certamente estabelecido/consolidado, por isso é importante desde agora estar inserido nas ferramentas existentes (esse blog tem também muito haver com isso para mim).

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