domingo, 14 de fevereiro de 2016

Cotas, Crack e Cicloqualquercoisa

Por vezes me pergunto se sou a favor ou contra o programa de cotas para negros.

O problema de ser contra qualquer programa social, ainda que em função de sua forma e não de seu propósito é que somos reduzidos a um estereótipo de um elite insensível e que perversamente quer manter o status quo para preserver interesses próprios.

Para que fique registrado, da forma como estão senda feitas em São Paulo, sou contrário: faixas exclusivas de ônibus, Ciclofaixas, Ciclovias e fechamento da avenida Paulista e no âmbito federal o programa de Cotas.

Mas feitas da forma certa, todas as iniciativas atenderiam a um propósito nobre e necessário, e podem ser bem sucedidas. Por isso optei por compartilhar um link: http://super.abril.com.br/comportamento/crack-tudo-o-que-sabiamos-sobre-ele-estava-errado?utm_source=redesabril_jovem&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_super

Antes que digam que critico sem apontar alternativas vou a uma breve justificativa, apenas um exemplo, do motivo que sou contrário as Cicloqualquercoisa:

  1. Moro a 2 quarteirões da escola dos meus filhos, mas não posso leva-los a pé devido ao tamanho do mato nas praças, buracos, desníveis nas calçadas, dificuldade em atravessar as ruas e etc...
  2. Acredito que a mobilidade urbana deve ser pensada de modo integrado e não excludente.
  3. O ITBI e demais componentes do custo de transação imobiliária (como a burocracia, crédito, velocidade e etc...) são parte dos limitadores para que as pessoas adequem a moradia a melhor logística.
  4. Investimos da periferia para diminuir o abismo entre os valores imobiliários.
  5. Legislação trabalhista mais moderna e adequada ao teletrabalho poderia simplificar a mobilidade de parte das pessoas.
  6. Legislação mais moderna, reconhecendo nas transações a autenticidade digital simplificaria a logística de documentos entre empresas e pessoas, retirando uma frota considerável de portadores e deslocamentos.
  7. Dentre tantos outros motivos já explorados pelos jornais e revistas.
  8. Se existe uma demanda presumida por cicloqualquercoisa não seria mais adequado fasear a implantação afim de testar o conceito, aprender com os erros e provar a demanda antes de um investimento tão significativo ?