quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Existe a profissão Analista de Informações Gerenciais ?

Este post é um primeiro ensaio sobre a reflexão: Existe a profissão Analista de Informações Gerenciais ?

Vamos aos dados:

  1. Segundo o Guia de Profissões e Salários do site Catho a profissão de Analista de Informações Gerenciais faz: "Extrai, manipula e analisa informações extraídas de bancos de dados. Gera e elabora relatórios, indicadores operacionais e de resultados. Analisa mensalmente os relatórios gerados, mapeia as necessidades das áreas de apoio e elaborar propostas de relatórios.";
  2. Ainda segundo este mesmo site, as carreiras relacionadas são: Analista de Business Inteligence e Analista de Controles Internos;
  3. A média salarial Brasil desta profissão é de R$ 3.268,38 sendo o setor bancário o que melhor remunera neste cargo;
  4. Numa consulta rápida, existe no momento deste texto 5 vagas anunciadas com esse título.
Obs: Todos os dados obtidos em 26/out/2016 as 16:42

1.Primeiro exercício: dividir em partes menores a definição do cargo


1.1 Extrai

A atividade de extrair informações de um banco de dados requer conhecimentos técnicos de informática em Sistemas de Gerenciamento de Banco de Dados (SGBD) quando as informações não estão estruturaras em um Sistema de Informação Gerencial (SIG) ou o manuseio de aplicativos próprios para acesso a estes sistemas (no 2o caso), como por exemplo o SAP Business Object.

Portanto o primeiro passo é identificar o ambiente, de modo geral são: 
  1. Informações descentralizadas que precisam ser estruturadas ou combinadas para então serem extraídas;
  2. Informações centralizadas em Bancos de Dados relacional em granularidade transacional (subsequente ao item 1)
  3. Informações processadas em Fatos, Perspectivas e visões em Banco de Dados e distribuídas em forma de relatórios (subseqüente ao item 2)
  4. Informações processadas em Fatos, Perspectivas e visões e distribuídas em um Sistema de Informações Gerenciais com ampla possibilidade de customização e manipulação pelo usuário final.
Geralmente os itens 1, 2 e 3 são soluções departamentais ou em empresas de pequeno porte, mantido por uma única pessoa ou uma pequena equipe multidisciplinar, já o item 4 é uma solução robusta, provida por tecnologia que envolve especialistas nas diferentes tecnologias necessárias (servidores, banco de dados, aplicativo, rede e etc...)

1.2 Manipula

A manipulação é a conexão entre a Extração e a Análise, mais uma vez o ambiente de Informações Gerenciais vai determinar a complexidade técnica envolvida na manipulação dos dados:
  1. Pode requerer combinação de dados, que por vezes precisam ser compatibilizados ou intermediados
  2. As possíveis combinações já estão previstas
  3. Pode requerer agrupamento dos dados ou os agrupamentos possíveis já estão previstos e os campos numéricos já calculados
Além das combinações de informações também é preciso avaliar a granularidade, em ambientes muito complexos e de grande quantidade de informações, os dados já estão agrupados em certo nível, impedido o acesso aos dados analíticos no nível da transação, limitando a capacidade de manipulação, todavia isso por vezes é necessário em função do tempo de processamento que um banco de dados de grande quantidade de informações pode requerer e também é mais aconselhável quando os dados são manipulados por usuários sem conhecimento técnico avançado, prevenindo assim  cálculos incompatíveis com certos agrupamentos ou duplicidades.

1.3 Análise Informações Extraídas de Banco de Dados

A análise tem como objetivo gerar uma síntese da conclusão que, como ensina Vicente Faconi no indispensável O Verdadeiro Poder, o Método Geral de Análise deve seguir:
  1. Análise Funcional
  2. Análise do Fenômeno
    1. Análise das Estruturas (Vertical)
    2. Análise dos Fluxos dos Processos (Horizontal)
  3. Preparação para análise do Problema Menor
    1. Análise Funcional Especifica
    2. Análise do Fenômeno Específica
  4. Análise do Processo

1.4 Gera e elabora relatórios, indicadores operacionais e de resultados

Já existe uma gama ampla de indicadores operacionais e de resultados definidos para as estruturas básicas das empresas, como por exemplo:
  1. Recursos Humanos
    1. Turnover
    2. Absenteísmo
  2. Call Center
    1. Nível de Serviço
    2. TMO
    3. TMA
  3. Finanças
    1. Margem
    2. EBTIDA
    3. ROI
Por vezes o trabalho do analista está em estruturar o ambiente de Informações Gerenciais, automatizar e aplicar os critérios de mercado para a geração de indicadores de modo que possam ser comparáveis interna (com outros departamentos) e externamente (com outras organizações).

De outro modo podem ser necessários criar indicadores ou relatórios para atividades especificas ou inovadoras (pense por exemplo no Uber que criou uma nova forma de transportar pessoas, provavelmente os indicadores existentes neste ramo não são tão relevantes quanto os novos que precisam ser criados).

Neste tópico, por minha conta, explicito também a responsabilidade pela distribuição da informação, nos afazeres deste cargo.

1.5 Analisa mensalmente os relatórios gerados, mapeia as necessidades das áreas de apoio e elaborar propostas de relatórios

Este item é a padronização e execução periódica dos itens anteriores.

2. Competências envolvidas

O leitor deve ter percebido no capítulo acima que alguns conceitos não foram esclarecidos ou exemplificamos, aqueles [leitores] com enfoque tecnológico talvez não tenham compreendido os itens 1.3 e 1.4, já os que tem enfoque administrativo talvez tenham tido dificuldade em mentalizar os itens 1.1 e 1.2, este é o primeiro ponto que vou abordar e a questão principal deste ensaio: Informações Gerenciais é uma atividade multidisciplinar.

Meus atuais 16 anos de experiências na função permitem observar: é muito raro encontrar um profissional completo: com conhecimento técnico em informática e real capacidade de análise.

Profissionais assim geralmente são super-valorizados no mercado e atuam em modelagem de riscos, princing ou áreas equivalentes - e, não são considerados Analistas de Informações Gerenciais e sim, por exemplo, Analistas de Modelagem de Riscos pois Extrair, Manipular e Analisar é um caminho para se atingir um objetivo maior que a função precípua na carreira de Riscos ou equivalente.

Riscos e Princing são funções com certo grau de padronização no mercado, como Recursos Humanos, Jurídico e etc... 

Um profissional de Informações Gerenciais de Recursos Humanos pode transitar com mais facilidade em diferentes empresas do que em diferentes departamentos, ou seja, terá muito por aprender para atuar com informações gerenciais de Marketing por exemplo.

3.Conhecimento sobre o negócio em questão

O conhecimento "do negócio" é parte crucial para se analisar os dados e produzir uma conclusão transformando-os em informação para verificação, controle e/ou decisão.

Ainda que a aquisição deste conhecimento esteja previsto no método geral da análise, em especial nas análises funcionais e do processo, é certo dizer que provavelmente não será tão profundo e ficará rapidamente obsoleto em relação ao conhecimento do negócio detido pelo gestor direto da função.

Aqui o termo "negócio" não se aplica exclusivamente a área comercial e sim a função em questão, por exemplo: Recrutamento e Seleção em Recursos Humanos, CRM em Marketing, Compras, Vendas e etc...

Pode ser notório ao analista de informações gerenciais baseado em Salvador que os pedidos estão levando mais tempo na fase de entrega ao cliente na unidade de São Paulo, mas dificilmente terá a mesma facilidade que o gerente de logística para encontrar a razão do atraso, por exemplo, a restrição de circulação de Caminhões, redução da velocidade nas marginais e etc...

Portanto, se a empresa deseja atribuir ao analista de informações gerenciais a análise da causa-raiz das variações numéricas dos indicadores ou relatórios, deve saber que esse profissional pode apoiar este processo utilizando os métodos de análise como citados no item 1.3, mas é geralmente impossível ou minimamente esforço redundante sem o envolvimento do gestor do negócio responsável.

Mesmo nas "etapas" mais técnicas como Extrair e Manipular informações, o conhecimento especifico do negócio é fundamental, por exemplo, na função Logística atributos geográficos são bastante óbvios, mas você já pensou nos "climáticos", aposto que as chuvas de verão aqui em São Paulo afetam negativamente o prazo de entrega, já o calendário de férias escolares provavelmente permite aumentar a quantidade de viagens por dia.

Figura 1: Combinação de Competências

4. A evolução dos aplicativos

É fato que utilizar o Excel na versão mais recente é absurdamente mais poderoso e simples que uma planilha em Lotus 123 ou um banco de dados DBase.

Exemplo, como atualizar o salário de funcionários que supervisionam 1 ou mais empregados no DBase (disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/DBASE acessado 27/10/2016 as 16:02):
  1. USE emp
  2. REPLACE ALL salario WITH salario * 1.1 FOR supervisiona > 0
  3. LIST ALL nome, sobrenome, salario TO PRINT
No Excel a mesma operação pode ser realizada de forma mais simples, intuitiva e construída passo-a-passo, produzindo diferentes cenários e comparando resultados.

De outro modo, a complexidade no ambiente dos negócios é crescente, pela velocidade de transformação da tecnologia da informação, no padrão e velocidade de consumo, novas leis e a globalização.

Figura 2: Em 19 dias Pokemon GO atingem 50 Milhões de Downloads (http://www.tudocelular.com/android/noticias/n75508/fenomeno-pokemon-go-recorde-downloads.html em 27/10/2016)

Figura 3: Exemplo ilustrativo: Complexidade do Ambiente x Simplificação dos aplicativos de análise e manipulação de dados

Figura 4: Exemplo ilustrativo: Os sistemas antigos estão gradativamente sendo substituídos por novos sistemas com foco na informação gerencial simples e rápida.

Hoje não é incomum encontrar gestores com alta capacidade de manusear aplicativos para Extração, Manipulação e Análise de Dados, em especial quando a extração de dados ou alimentação de um Data Warehouse é prevista no desenvolvimento do sistema transacional.

Figura 5: Agregação de competências

A agregação de competências certamente reduz o tempo de resposta e tomada de decisão.

5.Conclusão

A carreira de Informações Gerenciais é transitória, suprime GAP'S entre gerações (de pessoas e sistemas) e deve ser extinta e incorporada como competência dos gestores de qualquer negócio.


domingo, 14 de fevereiro de 2016

Cotas, Crack e Cicloqualquercoisa

Por vezes me pergunto se sou a favor ou contra o programa de cotas para negros.

O problema de ser contra qualquer programa social, ainda que em função de sua forma e não de seu propósito é que somos reduzidos a um estereótipo de um elite insensível e que perversamente quer manter o status quo para preserver interesses próprios.

Para que fique registrado, da forma como estão senda feitas em São Paulo, sou contrário: faixas exclusivas de ônibus, Ciclofaixas, Ciclovias e fechamento da avenida Paulista e no âmbito federal o programa de Cotas.

Mas feitas da forma certa, todas as iniciativas atenderiam a um propósito nobre e necessário, e podem ser bem sucedidas. Por isso optei por compartilhar um link: http://super.abril.com.br/comportamento/crack-tudo-o-que-sabiamos-sobre-ele-estava-errado?utm_source=redesabril_jovem&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_super

Antes que digam que critico sem apontar alternativas vou a uma breve justificativa, apenas um exemplo, do motivo que sou contrário as Cicloqualquercoisa:

  1. Moro a 2 quarteirões da escola dos meus filhos, mas não posso leva-los a pé devido ao tamanho do mato nas praças, buracos, desníveis nas calçadas, dificuldade em atravessar as ruas e etc...
  2. Acredito que a mobilidade urbana deve ser pensada de modo integrado e não excludente.
  3. O ITBI e demais componentes do custo de transação imobiliária (como a burocracia, crédito, velocidade e etc...) são parte dos limitadores para que as pessoas adequem a moradia a melhor logística.
  4. Investimos da periferia para diminuir o abismo entre os valores imobiliários.
  5. Legislação trabalhista mais moderna e adequada ao teletrabalho poderia simplificar a mobilidade de parte das pessoas.
  6. Legislação mais moderna, reconhecendo nas transações a autenticidade digital simplificaria a logística de documentos entre empresas e pessoas, retirando uma frota considerável de portadores e deslocamentos.
  7. Dentre tantos outros motivos já explorados pelos jornais e revistas.
  8. Se existe uma demanda presumida por cicloqualquercoisa não seria mais adequado fasear a implantação afim de testar o conceito, aprender com os erros e provar a demanda antes de um investimento tão significativo ?

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Utilizando o Apple AirPort Time Capsule como Servidor de Arquivos Remoto

O AirPort Time Capsule é um daqueles aparelhos Apple mágicos: caro e indispensável depois de conhecê-lo.

Os principais detalhes estão no site da Apple em https://www.apple.com/br/airport-time-capsule/, basicamente:

  • Até 3TB de armazenamento;
  • Estação base até 3x mais rápida;
  • Compartilhamento de impressora ou disco rígido e
  • Backup sem fio automático
Antes da Apple anunciar o iCloud, quando as reportagens ainda estavam no campo da especulação, li uma em especial que me pareceu uma ótima idéia: A Apple iria permitir que os usuários criassem uma nuvem particular a partir de seus dispositivos AirPort. 

Pareceu-me uma boa ideia, pois descentralizado, seria mais seguro (não seria possível obter a senha de todos os usuários numa eventual falha). O problema poderia estar na velocidade de upload que no Brasil é tenebrosa (no plano de 30MB do Net Virtua, não chega nem em 2 MB). 

De qualquer modo não foi isso que aconteceu, a Apple criou um serviço centralizado, com o iTunes Match, que não seria possível do outro modo [e é excelente], mas uma coisa não inviabilizou a outra e junto com o lançamento do iCloud, uma serie de atualizações nos sistemas foram feitas, sem alarde,  dentre outras coisas, incluíram um recursos quase que silencioso chamado File Sharing.

O File Sharing permite compartilhar via internet o conteúdo de um HD externo conectado o AirPort, como descrito pela Apple:
"Compartilhe outro HD com toda a segurança. 
Além de oferecer armazenamento de 2TB ou 3TB, com o AirPort Time Capsule, você ainda pode agregar mais um HD externo USB e transformar em drive para compartilhar em sua rede Wi-Fi e acessar com segurança pela Internet. Todos os documentos, vídeos, fotos e outros arquivos ficam disponíveis no mesmo instante pela rede, para usuários de Mac e de PC."

A configuração é extremamente simples, e o acesso é transparente, através do Mac, exceto pela velocidade, o acesso aos arquivos é indiferente entre uma conexão em rede local e via internet.

Para tangibilizar o potencial, neste momento estou em Campos do Jordão, com o meu MacBook conectado na internet através do mini Modem 4G Oi, acessando os arquivos que estão salvos no HD externo conectado ao meu AirPort em São Paulo.

Existem varios fóruns na internet descrevendo o processo, mas as regras básicas (algumas não obrigatórias) para não ter problemas são:
  1. Utilize o Modem fornecido pela operadora de internet no modo Ponte (Bridge).
  2. O HD externo conectado ao AirPort deve estar formatado em modo Mac OS Extended (Journaled)
  3. Configure a conta iCloud através do AirPort Utility
  4. Pronto: Basta acessar a Time Capsule via Finder da mesma forma que faria em uma rede local.

Bom, como nunca estou 100% satisfeito, resta apenas a Apple adicionar o Backup automático de iPhone e iPad no Time Capsule...

domingo, 30 de março de 2014

Teste Prático com Panorama Sheet: Importação e Eliminação de Duplicidade.

Uma das atividades comuns no dia-a-dia da manipulação de bases para Informações Gerenciais é a eliminação de reincidência de registros, ou seja, manter somente o registro em que um determinado processo aparece pela 1a vez.

Exemplo hipotético, uma base de um sistema Workflow onde o processo é repetido para cada atividade:


Cada processo (Numero do Processo) aparece mais de uma vez, o objetivo é manter somente a primeira atividade de cada processo, ou seja, a que tem a menor data de inicio.

Obs: O Processo de numero 3 não passou pela atividade de "Análise de Crédito", em sistemas desta natureza, nem sempre todos os processos passam por todas as atividades, por exemplo, clientes que tem carta de crédito aprovada, por isso não basta selecionar a atividade "Análise de Crédito".

Este teste consiste em comparar a velocidade e simplicidade desta tarefa entre o Microsoft Excel e o Panorama Sheet, colocando a prova a tecnologia baseada em RAM que promete velocidade e flexibilidade:
"Panorama combines the best elements of database and spreadsheet technology into a single package, making it an unparalleled tool for working with and analyzing any kind of information. Like a spreadsheet, Panorama is RAM based for speed and flexibility, but with all of the data processing power of a full blown database application. The short video below demonstrates the benefits of this hybrid database/spreadsheet technology in action. After watching the video,download the Panorama free trial and experience it for yourself !"
O teste foi executado em um MacBook Pro, 2.5 Ghz Intel Core I5 com 8 GB de RAM 1600 Mhz DDR3 executando o OS X 10.0.2 (Mavericks), traduzindo no que interessa: uma maquina atual num patamar acima do padrão comercial (que tem 4 GB de memória RAM).

A base foi exportada através do Microsoft Acces para o formato texto (.txt) utilizando os parâmetros padrões (delimitado por aspas e separada por ponto e virgula) com 958.605 linhas (uma base razoável em sistemas de informação de organizações de médio e grande porte).

Passo-a-Passo que será executado no Excel:

No excel, serão executados os seguintes passos:

  1. Importar a base
  2. Classificar a base por Numero do Processo e por Data Inicio (para que a menor seja a primeira linha de cada processo)
  3. Criar uma formula para testar qual é a primeira linha de cada processo
  4. Fixar a formula, gravar o resultado como valor
  5. Excluir as linhas onde o resultado da formula é Verdadeiro.


A Formula da primeira linha (E2) deve ser A2=A1, assim em E3 a formula automaticamente será A3=A2 de tal modo que será verdadeiro quando o Numero do Processo da linha atual for igual ao Numero do Processo da linha acima.

Somente as linhas 2, 5 e 3 têm o resultado False, ou seja, o Numero do Processo não é igual a linha acima.





Filtro para selecionar os registros que serão excluídos.


Resultado Final (após limpar o filtro):


Executando o procedimento no Excel com a base completa:

A inicialização do Excel, localização do arquivo e importação do arquivo texto completo (com 958.605 linhas e 250 MB de tamanho) demandou 01:58,60, menos do que 2 minutos, considerando o tamanho do base, é um tempo muito bom.

A classificação pelo Numero do Processo e Data inicio, inserção de uma nova coluna, criação da formula, fixação do valor e aplicação do filtro também foram executados em tempos razoáveis. O problema foi na exclusão dos registros. Depois de 01:33:38,47 (uma hora e trinta minutos) e o notebook pelando de quente, abortei o processo.

Naturalmente que teria sido mais eficiente efetuar o processo inverso, ou seja, copiar para uma nova planilha os casos onde o resultado da formula é False ou invés de excluir o True, mas o objetivo é explorar situações mais onerosas ao software e hardware.

Executando o procedimento no Panorama Sheet:

Logo de inicio, chama a atenção o fato do Panorama Sheet não identificar a estrutura do arquivo txt (delimitado por aspas e separado por ponto e virgula).

A documentação fornecida pelo Software é bastante extensa (384 páginas): confirmado, o arquivo deve estar no formato "separado por tabulação ou virgula", diferente do que utilizei (ponto e virgula).

A solução parecia simples: abrir o arquivo em qualquer editor de textos e substituir o ponto e virgula por virgula e as aspas por nada. São "apenas" 18.213.514 ocorrência do caracter ";", substituição feita em 03:31,01 (3 minutos e meio). A substituição das aspas não foi como o esperado, o editor de textos travou e depois de 9 minutos resolvi abortar o processo. Voltar a Access e exportar a base no formato apropriado parece mais eficaz.

Voltando ao teste, agora a estrutura foi reconhecida e a primeira linha do arquivo foi assumida como cabeçalho da tabela:


Mas aparentemente o esforço foi em vão:


Próxima tentativa também foi frustrada: criar primeiro um banco de dados em branco para então incluir os registros através da opção de importação - mesmo erro !

Sabendo que existem muitos caracteres especiais em função da conversão de acentuação, novo teste, retirando todas as colunas com possíveis caracteres especiais através do Excel, mantendo basicamente o Número do Processo e a Data de Inicio da atividade, dados mínimos para atender a necessidade proposta. Também aproveitei para mudar a forma de separação dos campos, agora por tabulação, resultado:


Conclusão:

O aplicativo Panorama Sheet não cumpre o prometido, sequer funcionou em um teste pratico simulando as situações do dia-a-dia.

Existem outros caminhos através do próprio Excel que permitem atingir esse objetivo, portanto, continua sendo a melhor alternativa.

sábado, 29 de março de 2014

Panorama Sheet, uma alternativa de Banco de Dados para análise em Mac OS ?

Inconformado em ter que iniciar uma instância virtualizada (através do Parallels) do Windows XP toda vez que preciso fazer alguma análise de banco de dados mais complexa, uma vez que a Microsoft não disponibiliza o MS Access para Mac OSX, e a tentativa frustrada (alguns recursos não funcionaram) de usar o Wine (acrônimo de Wine Is Not Emulator), que em tese permitiria executar aplicativos do Windows dentro do OS X, fico constantemente em busca de novas soluções.

Hoje me deparei com uma novidade, ao menos para mim, o App (disponível também na App Store) Panorama Sheet.

Pelo review que busquei no Google (http://www.tuaw.com/2011/01/11/panorama-sheets-for-mac-a-first-look/), supreendentemente é um programa antigo, conhecido por aqueles que acompanham a plataforma Mac deste os primórdios, segundo o site próprio www.provue.com a mais de 25 anos desenvolvendo com usuários fiéis, o estranho é não tê-lo encontrado antes.

A versão Panorama Sheet que adquiri, não é muito recomendada em alguns reviews, é apontada como simples de mais, entretanto a versão Panorama (sem o sobrenome Sheet) muito elogiada, é extremamente cara (USD 299,00).

No site do fabricante existem vários videos demonstrado a ferramenta em ação, aparentemente é simples e intuitivo, mas naturalmente não permite avaliar se será capaz de resolver problemas reais de negócio, dai é melhor partir para a versão de avaliação, gratuita por 15 dias.

Postarei minha opinião em outra ocasião, depois de testar profundamente tenho a idéia de relatar um passo-a-passo a partir de uma situação hipotética do uso da ferramenta.

De inicio fica o registro de uma luz no final do túnel, talvez não muito esperançosa pois já percebi que não é possível importar diretamente um arquivo .mdb ou .accdb (extensões o Access).

domingo, 25 de agosto de 2013

Como Funciona o Conversor de Torque

Tive um problema no me carro, principalmente em subidas ele perdia força e junto um barulho como de correia patinando. Levei na concessionária e o prognostico indicava um problema no conversor de torque.

O problema foi resolvido, o carro ficou bom, mas o que é conversor de toque ?

Incrível como esse vídeo do Exercito Norte Americano, explica de forma simples o funcionamento do componente, mesmo se não entender a narração (em inglês) é possível entender com detalhes o funcionamento. Mais que recomendado:

Vídeo: como funciona um conversor de torque

Desde sempre o exercito sempre foi referencia em EAD, a necessidade faz a competência, afinal como instruir a tropa em todo o mundo do funcionamento de um componente que pode precisar de reparo em campo ?

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Utilizando o IPhone para controlar uma apresentação em Keynote

Antes de ontem fiz a minha esperada apresentação no auditório da empresa, para um publico de aproximadamente 300 pessoas sobre "Gestão através de indicadores" e "SLA voltado ao negócio", o evento foi muito bem sucedido, principalmente graças aos meus testes feitos com antecedência.

Um dia antes da palestra reservei o auditorio por 30 minutos para testar todos os recursos, a palestra tinha aproximadamente 50 slides, todos com as anotações feitas no próprio Keynote (software para criar apresentações similar ao PowerPoint da Microsoft) e 1 filme de 30 minutos incorporado na apresentação. 

Minha idéia era deixar o notebook no púlpito, assim eu poderia consultar minhas anotações e passar por conta própria os slides no momento certo... Entretanto, para minha surpresa, as saídas de audio e video do auditório ficam em uma mesa de apoio no outro lado do palco, ou seja, o espaço foi projetado para que outra pessoa passe os slides ou utilizando um destes controles remotos que permite controlar a apresentação a distância.

Passar os slides poderia ser resolvido com o auxilio de alguém que pudesse ficar na mesa de apoio durante toda a apresentação, apesar de quebrar um pouco o ritmo o problema seria resolvido, mas isso ainda não me deixava confortável pois na tela do Notebook, além das minhas anotações - cruciais para mim - eu também tinha varias informações como o tempo decorrido, o tempo restante, qual era o próximo slides, se alguma animação do slide estava "em curso" e etc...

Pesquisando em diversos fóruns encontrei muitas sugestões interessantes como utilizar o Magic Mouse (mouse sem fio da apple) para passar os slides e, principalmente, utilizar um aplicativo para IPhone chamado "Keynote Remote", esse parecia ser promissor, como anunciado pela Apple:

Com o Keynote Remote, você pode controlar a sua apresentação de slides do Keynote no seu Mac, iPad, iPhone ou iPod touch a partir de outro iPhone ou iPod touch na mesma sala. Enquanto você apresenta, é possível visualizar o slide atual e as notas do apresentador na orientação retrato, ou o slide atual e o próximo slide na orientação paisagem. Passe o dedo para avançar ou para voltar ao slide anterior. O Keynote Remote funciona com a sua rede Wi-Fi, assim você pode controlar a apresentação de qualquer lugar da sala. O Keynote Remote pode usar Wi-Fi ou Bluetooth para conectar ao seu iPad, iPhone ou iPod touch.


Parece perfeito, pois eu não tinha acesso a rede sem fio do auditório e aparentemente poderia utilizar o Bluetooth do celular conectado ao computador para visualizar a apresentação e minhas anotações, além de poder controlar os slides mas infelizmente, tem um senão no texto acima, "... ou Bluetooth para conectar ao seu IPad, IPhone ou IPod touch", ou seja, a conexão Bluetooth permite controlar a apresentação apenas entre dispositivos moveis, por exemplo, controlar a apresentação que esta sendo executada em um IPad através de um IPhone.

Por algum motivo inexplicável não é permitido controlar a apresentação de um Mac a partir de um IPhone via Bluetooth.

Pelos comentários na Internet muita gente não entendeu a descrição da Apple e se frustou. Mas havia uma luz no fim do túnel.

Em pesquisas mais profundas encontrei a solução deste problema. Consiste basicamente criar uma rede Wi-Fi a partir do Mac OS X e conectar o IPhone nesta rede, assim os dois dispositivos ficam conectados na mesa rede Wi-Fi e o "Keynote Remote" funciona perfeitamente bem.

O video abaixo descreve o procedimento:


É isso ! Como vi que muita gente tem essa dúvida e não encontrei a solução em nenhum site brasileiro, resolvi fazer esse post...