quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

(Antigo) Inovação, Fiat e Balanced Scorecard

“... A inovação aleatória é um desperdício...”, esta frase retirada do livro A cabeça de Steve Jobs explica que por trás do grande sucesso e de produtos extremamente inovadores existia uma estratégia muito bem definida para se atingir uma proposição de valor diferenciada (a inovação propriamente dita).
Por curiosidade essa estratégia pode ser definida como um HUB* digital, ou seja, o computador deve ser a estação central onde se conectam todos os dispositivos digitais e eles se ampliam, na prática isso foi concretizado como: IPhoto (software que interage com a câmera fotográfica e organiza e edita suas foto), ITunes (interage com o seu MP3 e IPhone), IMovie (interage com a sua filmadora) e etc...
Incrível como faz sentido e traduz com palavras algo que eu sentia ao usar os produtos da Apple.
Para a época em que a Apple definiu sua estratégia, nitidamente se percebe uma inovação da proposição de valor para o cliente.
Sua estratégia não era baseada no mercado existente, não foram induzidas por fatores externos e são claramente uma combinação diferenciada das propostas estruturalistas: 
  • Excelência operacional
  • Liderança de produto
  • Intimidade com o cliente
  • Lock-in
A Apple claramente é uma empresa reconstrutivista no desenho de sua proposição de valor.
Um exemplo que ilustra bem as 2 linhas de pensamento:
No pensamento estruturalista: Um empresário que pretende abrir um hotel vai decidir por um padrão: 1, 2, 3, 4, ou 5 estrelas, o padrão escolhido é um conjunto pré-estabelecido de proposição de valor para o cliente: conforto, preço, atendimento personalizado e etc... esse hotel poderia se diferenciar dos demais basicamente nos atributos estruturalistas (Excelências operacional, liderança de produto, intimidade com o cliente e Lock-in)
No pensamento reconstrutivista: O mesmo empresário pode pensar - por que seguir os padrões já estabelecidos ? Por que não combinar diferentes padrões: ser um hotel de 5 estrelas na higiene e limpeza e 1 estrela na oferta de produtos focando executivos que precisam apenas pernoitar entre um vôo e outro. Case do hotel Formule 1.
Você provavelmente já assistiu o novo comercial da Fiat: Fiat Mio.cc  
Link para o youtube aqui >


O site (http://www.fiatmio.cc/) também é muito interessante e explica o objetivo: Suas idéias somadas à nossa vontade de fazê-las acontecer vão criar um novo modo de pensar o futuro dos carros. Ou seja, é um espaço onde qualquer um pode acessar e deixar uma nova idéia.
Esse processo é chamado de co-criação de valor: http://www.financialweb.com.br/blogs/blog.asp?cod=82 e é relativo ao pensamento reconstrutivista, a mesma linha utilizada pela Apple.
A co-criação não é o único processo de inovação desta linha, tanto é que não é o utilizado pela Apple.
A extensão .cc utilizada pela Fiat refere-se a Creative Commons, no próprio site na barra superior tem um link que explica resumidamente o que é isso, se precisar de mais informações: http://www.creativecommons.org.br/.
E para encerrar: é importante observar que um desafio muito maior que definir a estratégia é implementar a estratégia e para isso que ser o Balacend Scorecard, indicadores que são desdobrados pela organização para garantir o foco na estratégia definida.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

(Antigo) Macros Office (VBA), Mac e Jogos

Resumo: Macros no MSOffice para automação, o problema de incompatibilidade com Mac e como o mundo dos jogos podem contribuir para a evolução dos painéis de gestão.
A Macro do MsOffice é o único motivo que me impede de ser 100% independente do PC e utilizar somente o Mac. Dúvida comum é o motivo pelo qual o MsOffice for Mac 2007 não tem este recurso. 
As 2 teorias mais comuns são a preocupação da Microsoft com o avanço dos Mac’s, e a que eu prefiro acreditar: não houve tempo hábil para a Microsoft adaptar esta parte do programa para o novo processador Intel, como publicado pela Mac+ em http://macmais.terra.com.br/modules/secoes/ver.php?id=141. 
A necessidade de análises complexas, criar relatórios e painéis de gestão fazem das Macros imprensidiveis para mim e deveriam ser para qualquer um. Mesmo quem não cria nada disso, ainda pode ser usuário de alguma planilha que precise funcionar com Macros, e a grande maioria dos painéis de gestão precisam, portanto existem 3 caminhos:
  1. Utilizar um software próprio para painéis, como o exemplo, apesar de antigo ilustra bem,  o Cristal Xcelsius: http://info.abril.com.br/edicoes/243/arquivos/5816_1.shl (o resultado final pode ser exportado em formatos amigáveis para um Mac, como em Flash) 
  2. Não utilizar Macros para a criação de painéis que pode tornar o resultado final pobre e a atualização/manutenção extremamente trabalhosa e suscetível a erros.
  3. Você não utiliza atualmente e nem pretende utilizar um painel de gestão no futuro: que futuro ? Sem metas não se alcançam os resultados e sem gestão as metas não servem de nada (uma boa consultoria com ótimos livros sobre o assunto: http://www.indg.com.br/)
Com relação ao item 2 a discussão é longa, bons resultados podem ser obtidos sem utilizar Macros, mas por incrível que pareça é muito mais complexo, exige um conhecimento muito maior da ferramenta, lógica e muita criatividade. Essa prática por vários motivos deve ser incentivada mas ainda não é uma realidade.
Atualmente o meu conhecimento em programação é todo apropriado para automação via Macros no MsOffice e tem sido o suficiente. 
Por Hobbie me aventuro de vez em quando com ASP e Java mas somente para criar aplicativos, como uma coisa leva a outra sempre tive curiosidade de conhecer um pouco sobre a programação de jogos e ocasionalmente encontrei um texto muito interessante, bem conceitual e não muito técnico, sem dúvida vale a pena ler: http://www.pontov.com.br/site/index.php?option=com_content&view=article&id=112:funcionamento-de-um-jogo&catid=51:programacao&Itemid=65. 
Depois de ler o texto acima, apenas como provocação: considere que o extremo de um painel de gestão é considerar elementos externos interagindo com os indicadores da sua empresa que respondem as suas decisões, tudo em tempo real. Os simuladores corporativos não são exatamente uma novidade mas ainda são pouco utilizados e muito básicos. 
Voltando ao assunto original sem dúvida o Mac é uma ótima escolha para o Home Office (e quem utiliza o próprio computador de modo geral) mas a dependência de Macros deve ser considerada. No extremo, via Boot Camp é possível executar o Windows e o MsOffice for Windows mas se isto for constante talvez seja melhor um PC para o seu momento, até que as Macros sejam reinseridas: http://idgnow.uol.com.br/computacao_pessoal/2008/05/13/proxima-versao-do-office-para-mac-volta-a-ter-suporte-para-vba/ 

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

(Antigo) Trabalho Remoto 2 (atualizado)

Resumo: Complementando o post anterior com uma ligação para vantagens e armadilhas do trabalho remoto, infraestrutura domestica (roteadores 3G), GTD e Twitter corporativo.
O Grupo Santander via twitter (santander_br) publicou hoje texto sobre as vantagens e as armadilhas do trabalho remoto (Home Office). 
Resumindo: é difícil imaginar que coisas do tipo “...não abandone o ambiente de trabalho com freqüência para assaltar a geladeira. No máximo, programe paradas breves entre as refeições...”, ou pior “... Se não precisar fazer visitas externas, você não necessita vestir terno e gravata para trabalhar em casa, mas também não deve usar pijamas...”. precisem ser alertadas para as pessoas que vão se iniciar neste formato. 
Talvez algumas dicas voltadas para a infra-estrutura pudessem ser mais úteis. Um bom alerta poderia ser sobre a indisponibilidade da banda larga domestica, neste exato momento não estou conseguindo utilizar o Virtua, então me conectei por 3G via IPhone (clique aqui para ver meu post sobre este assunto). Caso a sua função desempenhada exija  que você esteja conectado todo o tempo, considere além da banda larga (ADSL: Virtua, Speed, Ajato e etc...) um modem 3G.
Vantagens:
Um outro conteúdo relevante é a organização. No trabalho presencial constantemente conversamos com as pessoas sobre o que precisa ser feito e isso contribui para não perdemos nada de vista e as vezes elimina trabalhos duplicados. 
Portando o GTD poderia ser indicado (mais conhecimentos sobre o assunto no Blog da Garota sem Fio: http://www.garotasemfio.com.br/blog/2009/11/10/gtd-na-area-de-trabalho-gtd-movel/). 
Com relação ao alinhamento de esforços e eliminação de duplicidade, apesar de ainda não ter visto na prática e não conhecer nenhuma empresa que utilize desta forma, o Twitter oferece uma solução corporativa: http://business.twitter.com/twitter101. 
Outros alertas e dicas em post futuros.
Obs: De qualquer modo apesar desta critica vale a pena seguir este twitter, diferente de anúncios de produtos e promoções o foco até o momento esta em interação com os clientes e links para conteúdos (inclusive sustentabilidade).

sábado, 12 de dezembro de 2009

(Antigo) Trabalho Remoto

Em 8 de dezembro (no dia do caos no trânsito em São Paulo por causa do chuva) vi uma matéria que veio ao encontro de um tema que sempre tive vontade de escrever (mesmo antes de iniciar esses blog): Trabalho Remoto (ou teletrabalho - este termo parece meio defasado - ou home office)
Os ótimos resultado que tenho obtido com a faculdade, os cursos a distância (ambos FGV Online) e quando trago algum trabalho para fazer em casa, fazem de mim um entusiasta frustrado por não poder aderir, mas com a esperança de em 2 ou no máximo 5 anos poder ver o trabalho remoto como mais uma data marco na tecnologia (os principais acontecimentos no tempo em: http://tribunaemfoco.wordpress.com/2007/06/26/tecnologia-da-informacao-e-sua-importancia-no-mundo-globalizado/).
A matéria que me refiro esta em http://computerworld.uol.com.br/tecnologia/2009/12/08/empresas-ainda-relutam-aos-beneficios-do-trabalho-remoto/ e apesar de superficial vale a pena ser lida, os pontos positivos são as ligações com outras matérias relacionadas no decorrer do texto e o viés da defasagem da CLT frente a evolução do mercado. 
Outro texto interessante (apesar de um pouco antigo) que ressalta os benefícios demonstrando cases das empresas:  Polycom, Linksys (Cisco) e Symantec é http://www.timaster.com.br/revista/materias%5Cmain_materia.asp?codigo=1207. O ganho de produtividade é nitidamente percebido e a separação em diferentes formatos esclarece que o trabalho remoto não precisa e nem deve ser para todas as funções e posições.
O ganho de produtividade por esta maneira diferente de trabalhar já seria um argumento bem interessante para as empresas, afinal como define Michael Porter, em um dos seus seis resumidos princípios fundamentais para uma empresa estabelecer e manter um posicionamento estratégico diferenciado: 3) A estratégia precisa produzir efeitos em uma cadeia de valor diferenciada. Para estabelecer uma vantagem competitiva sustentada, uma empresa deve desempenhar atividades diferentes das dos rivais ou desempenhar atividades semelhantes, mas de maneira diferente.

A economia de custos para as empresas em infraestrutura, transferindo para o funcionário a gestão de sua infra própria também é um argumento válido. 
Como experiência pessoal não entendo o motivo pelo qual a empresa em que eu trabalho mantém um Help-Desk, eu mesmo poderia resolver a grande maioria dos problemas  se tivesse  permissão para tal. O argumento da segurança é cada vez mais questionável e as restrições impostas criam problemas práticos que atrapalham no dia-a-dia e certamente não mitigam os riscos de fraudes pelos funcionários. 
Não vejo desvantagens para os funcionários pois os elegíveis à este modelo geralmente já tem (em casa) uma estrutura própria, apropriada (desktop/notebook, rede domestica e banda larga) e as vezes até melhor que aquela oferecida pela empresa.
A evolução do Computação nas Nuvens seja por efeito ou consequência parece que esta contribuindo com o trabalho remoto, algumas das vantagens anunciadas pelo Google sobre o Docs são: a possibilidade de acessar, editar (os documentos) de qualquer lugar e o compartilhamento de alterações em tempo real.
Dado o cenário apresentado acima, acredito que quando a geração Y substituir a geração X na liderança das empresas, um novo formato de trabalho será certamente estabelecido/consolidado, por isso é importante desde agora estar inserido nas ferramentas existentes (esse blog tem também muito haver com isso para mim).

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

(Antigo) Resenha Bento 3 para Mac

Bento: Da família FileMaker, é anunciado em seu próprio site para: Organize contacts, track projects, plan events and so much more !
Resenha: Conforme Houaiss descrição feita com detalhes, com pormenores.
Juntos os dois Bento + Resenha = A proposta do software é oferecer uma forma muito simples para criar “banco de dados” pessoais. Se a primeira vista parece com o MS Access, não se confunda, é totalmente diferente, tanto em finalidade como em recursos. No caso do Bento as palavras simples e pessoais devem ser levadas ao pé da letra.
Conforme as aplicações propostas pelo próprio aplicativo (a partir da lista de templates) algumas finalidades são:
  • Projetos
  • Contatos
  • To do Itens
  • Time Billing (planilha de custos por hora)
  • Clientes
  • Planejamento de férias
  • Eventos
  • Coleção de vinhos
  • e etc...
O processo é bem simples e aparentemente pode ser descrito em 4 etapas:
  1. Crie uma tabela com os campos que você precisa
  2. Desenhe o formulário arrastando os campos para a posição desejada
  3. Aplique um tema de sua preferencia (core de fundo, cor da fonte, tipo de fonte e etc...)
  4. Insira e consulte os dados pelo formulário ou pela tabela.
Como vantagens em se utilizar o Bento ao invés de uma lista no próprio Excel/Numbers percebo:
  1. Você pode criar uma tela de entrada para os seus dados, organizando a entrada das informações e visualizando melhor os dados
  2. Você pode adicionar fotos e arquivos aos registros
  3. Você pode adicionar diversos objetos de outros programas aos registros como e-mails, contatos, compromissos do calendário e etc...
  4. Você pode exportar seu “banco de dados” para o IPhone/IPod e utilizar as informações a partir destes dispositivos.
A desvantagem é o preço: US$ 49,00 (se fosse em reais certamente valeria o investimento, já em dólares é questionável)
Voltando a comparação com o MS Access, não espere nada além do dito acima, nenhuma possibilidade de programação, manusear base de dados por consultas, criar formulários com botões associados a macros e etc... É simplesmente um formulário pouco flexível e pouco customizavel. 
Se você não sabe utilizar o MS Access ou não tem tempo e precisa fazer algo bem simples para organizar suas informações vai se impressionar com a facilidade, resumidamente se a sua necessidade é de algo simples vá de Bento, será mais rápido, prático e divertido, se precisar de qualquer coisa ligeiramente diferente o Bento provavelmente não vai te atender, como saber, é simples faça o dowload do trial em: http://www.filemaker.com/products/bento/index.html
Conclusão: o Bento pode democratizar a possibilidade de organização dos dados pessoais, imagine um professor de piano que não tem familiaridade nenhuma com informática, essa pessoa conseguiria criar um cadastro de alunos e tirar um bom proveito disto através do Bento - Já no MS Access provavelmente essa mesma pessoa não saberia o que fazer na primeira “janela”.

domingo, 6 de dezembro de 2009

(Antigo) Gestão da Tecnologia da Informação 1

Qual é a sua Geração: X, Y, Z ou V.
Começando pelo conteúdo do curso “Gestão da Tecnologia da Informação” da FGV-Online: A geração V é basicamente a geração das pessoas que substituem a experiência física pela experiência on-line. Essa substituição é feita por meio de: mundos virtuais, videogames, blogs, rede sociais e interação em sites de comércio eletrônico (como Amazon.com ou Americanas.com).
Fazendo uma (quase) interpretação pois o texto é bem diretivo a complexidade das empresas esta em lidar com as novas dimensões que qualificam os clientes, que são bem diferentes das comuns: nome, idade e endereço (resumidamente os dados demográficos) pois agora o relacionamento se da com uma das personalidades virtuais múltiplas (avatares).
O Gartner Group, em estudo recente, recomendou as seguintes ações que devem ser conduzidas pelas empresas para atendimento desta geração:
  • a organização de produtos e serviços ao redor de personalidades virtuais múltiplas;
  • a venda para o personagem, e não para a pessoa;
  • a criação de ambientes virtuais como forma de orquestrar a exploração do cliente na direção das compras;
  • a mudança dos investimentos dos clientes conhecidos para os clientes desconhecidos e anônimos
  • o desenvolvimento de novas habilidades dos empregados para atrair, conectar, contribuir e obter dicas da Geração V e de seus ambientes virtuais.
Mas sem dúvida alguma o mais interessante é o caso do estudante inglês Nick Harley, pois apresenta na prática os conceitos acima. Nick Harley, inglês, 18, foi o responsável pelo comercial caseiro do IPod Touch com a música tema Music is my hot, hot sex, da banda brasileira Cansei de ser Sex - CSS que depois foi convidado pela TBWA (agência que detém a conta da Apple) para produzir uma versão profissional do comercial.
O contra-ponto é o poder utilizado para criticar as empresas como o caso do Dave Carrol que postou um video no YouTube para reclamar da United (cia área norte americana) que quebrou seu violão e se recusou a ressarci-lo





(Antigo) Surpreso com o Iphone como modem 3g

Imaginado como prosseguir com meus cursos e faculdade (ambos on-line) viajando aos finais de semana e lembrando da péssima experiência com a Claro (com a cobertura e do terrível atendimento) encontrei a solução perfeita em: http://macmagazine.uol.com.br/2009/08/31/mini-tutorial-usando-seu-iphone-3g-ou-3gs-como-modem-de-internet/, o processo é muito simples e vale a pena conferir, consiste em utilizar o IPhone 3G como modem conectado por Bluetooth consumindo a franquia de dados do plano.
Esse processo é denominado de Tethering.
É incrível a facilidade e a integração.