Imaginemos um estatístico que, com medo de viajar em um avião em que um terrorista levasse uma bomba, passou a levar uma ele mesmo. Como a probabilidade de que duas bombas fossem transportadas em um avião era infinitamente menor do que a de uma bomba só, ele passou a sentir-se seguro.
Sem dúvida, ser pró-ativo é uma necessidade. É essencial que se entenda que as antecipações aos problemas devem ser feitas em bases seguras, bem planejadas e fundamentadas em informações o mais precisas possível. Quem acha que já sabe o que vai acontecer cria uma barreira para a percepção dos fatos que realmente acontecerão. Vacina-se contra o aprendizado.
A visão instantânea, o foco exclusivo em um determinado fato ou momento prejudica o entendimento das condições e antecedentes que determinam sua ocorrência. No momento em que fotografamos o instantâneo de um evento, não temos a exata consciência de seus antecedentes. Se não procurarmos conhecê-los, nossa tendência é, quase sempre, a de inferir o que não sabemos e julgar pelo que modelamos.
A fixação em eventos nos leva a simplificar as questões e a fechar ideias, atuando como uma forte barreira à aceitação de ideias novas relacionadas com a essência real dos fatos. Com isso, o aprendizado deixa de acontecer. A rapidez da resposta às mudanças depende da capacidade de assimilação da informação, do aprendizado e do preparo para a percepção clara das alterações ocorridas no contexto em que está inserida uma organização.
Fonte:
FGV Online
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